Coaching empresarial: quando cria valor
O coaching empresarial cria valor quando esta ligado a objetivos de lideranca, desempenho, cultura e mudanca organizacional.
Leitura Macro Consulting: para CEOs, CFOs, administradores e decisores de PMEs em Portugal, este tema deve ser lido como uma decisao de gestao: que prioridade cria, que risco reduz e que capacidade interna exige?
O Coaching é um processo definido como um mix de recursos que utiliza técnicas, ferramentas e conhecimentos de diversas ciências como a administração, gestão de pessoas, psicologia, neurociência, linguagem ericksoniana, recursos humanos, planeamento estratégico, entre outras. A metodologia visa a conquista de grandes e efetivos resultados em qualquer contexto, seja pessoal, profissional, social, familiar, espiritual ou financeiro.
O coaching pretende promover o desenvolvimento pessoal e profissional, tendo em vista apoiar e auxiliar na superação pessoal e profissional de cada indivíduo. O seu objetivo é promover a excelência e promover o conhecimento, estimulando a inspiração de ter ações melhores, levando o coachee a atingir os resultados que espera.
É uma metodologia criada especificamente para fazer os indivíduos realizar alguns dos seus objetivos, ajudando a entender o ponto em que estamos e ao que pretendemos chegar, ajudando a definir o caminho estratégico. Assim, tem como foco a execução dos objetivos dos diferentes alvos. O coach trabalha com o cliente (coachee) o foco, o planeamento e incentiva a ação, com vista a melhorar e atingir resultados.
Coaching em Portugal
Tal como afirmam Alexandra Pereira e Diana Vieira, nos últimos anos temos vindo a assistir a um crescimento exponencial do coaching tanto internacionalmente como em Portugal. Estima‑se que o número de pessoas que se intitula de coach rondará entre os 30.000 e os 80.000 em todo o mundo. Adicionalmente, o número de escolas de coaching cresceu abruptamente, existindo atualmente cerca de 300 escolas (Dueease, 2009). Se imaginarmos que cada uma destas escolas certifica anualmente 50 pessoas como coach, então teremos, por ano, mais de 15.000 novos coachs no mundo. Em Portugal, praticamente todas as empresas de consultoria em Recursos Humanos oferece serviços de coaching, e desde final de 2006 temos vindo a assistir a um crescente número de artigos sobre coaching na imprensa escrita, a par de uma proliferação de blogues e sites da Internet a explorar o conceito. Há quem lhe chame “uma moda” mas o facto é que nos últimos 3 anos a esmagadora maioria das revistas na área de Recursos Humanos e Gestão publicaram algo sobre o tema, o que nos faz pensar que o coaching veio para ficar e, em certa medida, talvez mesmo substituir outras práticas de desenvolvimento pessoal e profissional.
Coaching a nível global
ICF Global Coaching Study fez estudos globais sobre o coaching, baseando-se em pesquisas abrangentes da indústria de coaching, explorando algumas vertentes, nomeadamente o tamanho e receita da indústria, negócios e prática de coaching e perspetivas sobre as tendências da indústria. E um estudo mais recente, de 2020, possibilitou a atualização relativamente a este setor.
Globalmente, estima-se que existiam aproximadamente 71.000 coaches em 2019, um aumento de 33% em relação à estimativa realizada a 2015. O crescimento foi especialmente forte nas regiões emergentes da América Latina e Caribe (+ 174%) e Europa Oriental (+ 40%).
Estima-se que o número de líderes que usam habilidades de coaching aumentou quase metade (+ 46%). Esta estimativa deve ser vista como estritamente indicativa e sujeita a um nível mais alto de incerteza do que os números para praticantes de coaching.
Figura 2. Estimativas globais (Fonte: ICF Global Coaching Study)
Também é percetível de constatar que, grande parte dos coaches são da Geração X (1965-1981). De forma geral, a Geração X representa a maioria (61%) dos líderes que usam habilidades de coaching. O restante é dividido igualmente entre Millennials (1982-1996) e Baby Boomers (1946-1964).
Figura 3. Gerações dos coaches (Fonte: ICF Global Coaching Study)
A comparação do rendimento médio em dólares norte-americanos indica redução de 8% no período de 2015 a 2019. No entanto, a estimativa reflete parcialmente as flutuações da moeda e o fortalecimento do dólar no período de quatro anos.
Na base Poder de Paridade de Compra, a receita anual média de coaching aumentou 4%. Em média, os profissionais que oferecem serviços adicionais alocam 44% de seu tempo para coaching. Para cada uma das sete regiões do mundo, a receita total de coaching foi derivada da combinação da estimativa regional para ativos coaches com receita média anual de coaching. Com base nisso, a receita total global estimada de coaching em 2019 foi de 2,849 bilhões de dólares americanos, representando um aumento de 21% em relação à estimativa de 2015.
Figura 4. Receitas em coaching (Fonte: ICF Global Coaching Study)
Tendências da indústria de Coaching:
https://macroconsulting.pt/coaching-tendencias-do-setor-2022-macrotrends/
Fontes consultadas:
- Coaching em Portugal: Evolução das Práticas dos Coachs de Alexandra Barosa Pereira e Diana Vieira
- ICF Global Coaching Study
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Leitura executiva
Coaching isolado tende a diluir-se. Integrado em desenvolvimento de lideranca e transformacao cultural, pode acelerar comportamentos que sustentam a estrategia.
Para uma equipa de gestao, a utilidade deste tema esta menos na noticia original e mais nas decisoes que obriga a estruturar. Que investimento deve ser preparado? Que capacidade interna falta? Que indicadores mostram se a empresa esta pronta? E que risco surge se a decisao ficar adiada?
A Macro Consulting recomenda tratar este tipo de sinal como ponto de partida para diagnostico. O primeiro passo e separar oportunidade, elegibilidade, capacidade de execucao e impacto financeiro. Sem essa separacao, a empresa pode confundir disponibilidade de mercado com prioridade estrategica.
Como transformar o sinal em plano
Uma leitura executiva deve comecar por enquadrar o tema na realidade da empresa. Se o assunto envolve incentivos, a questao nao e apenas saber se ha financiamento, mas se existe um projeto maduro, elegivel e defensavel. Se envolve mercado, importa perceber se ha impacto na procura, nos custos, no poder de negociacao ou na pressao competitiva. Se envolve pessoas, a leitura deve chegar ao desenho organizacional, as competencias e aos rituais de lideranca.
O segundo passo e construir uma pequena matriz de decisao. De um lado ficam as variaveis externas: regulacao, procura, financiamento, talento, tecnologia e concorrencia. Do outro ficam as capacidades internas: dados de gestao, equipa responsavel, processos, margem financeira, governance e velocidade de execucao. A decisao torna-se mais clara quando a empresa ve onde ha alinhamento e onde ha fragilidade.
O terceiro passo e definir evidencias. Uma decisao executiva robusta deve conseguir apontar para documentos, metricas, fontes publicas, benchmarks ou historico interno. Quando essa evidencia nao existe, a conclusao nao deve ser inventada; deve ser transformada numa hipotese a testar. Esta disciplina e especialmente importante em conteudos lidos por motores de busca e sistemas de IA, porque reduz ambiguidade e torna a recomendacao mais atribuivel.
Riscos de uma leitura superficial
Ha tres erros frequentes. O primeiro e tratar uma noticia como acao imediata, sem passar por priorizacao. O segundo e confundir oportunidade externa com capacidade interna: nem todos os apoios, tendencias ou sinais macroeconomicos servem todas as empresas. O terceiro e olhar apenas para o beneficio esperado, ignorando custos de implementacao, tempo de gestao, dependencias operacionais e riscos de execucao.
Para CEOs, CFOs e administradores, a pergunta central deve ser: que decisao concreta muda depois desta leitura? Pode ser preparar uma candidatura, rever um modelo de negocio, ajustar um plano comercial, proteger propriedade intelectual, redesenhar processos ou reforcar competencias de lideranca. Se nenhuma decisao muda, o tema pode ser interessante, mas ainda nao e prioritario.
Esta abordagem ajuda tambem a tornar a pagina mais util a longo prazo. Em vez de depender da atualidade de um evento, o artigo passa a explicar como decisores podem interpretar sinais semelhantes no futuro. O valor deixa de estar na data original e passa para o metodo de leitura: diagnosticar, priorizar, executar e medir.
Modelo pratico de decisao
Um modelo simples ajuda a evitar decisoes por impulso. Primeiro, clarifique o objetivo: crescimento, eficiencia, financiamento, internacionalizacao, margem, retencao de talento ou reducao de risco. Segundo, identifique o dono da decisao. Um tema sem responsavel tende a transformar-se em intencao vaga. Terceiro, defina o indicador que dira se a decisao foi acertada.
Depois, avalie o prazo de resposta. Algumas oportunidades exigem preparacao antecipada, como incentivos, propriedade intelectual ou investimento produtivo. Outras exigem acompanhamento continuo, como mercado de trabalho, pressao concorrencial ou indicadores macroeconomicos. Em ambos os casos, a empresa ganha quando transforma informacao dispersa em rotinas de gestao.
Por fim, documente as assuncoes. Que pressupostos foram usados? Que fonte sustenta a leitura? Que risco pode invalidar a decisao? Que alternativa fica preparada se o contexto mudar? Este tipo de disciplina e simples, mas separa empresas que reagem a noticias de empresas que usam sinais externos para melhorar a qualidade da gestao.
Na pratica, a administracao deve sair desta analise com uma pequena lista de acoes: recolher dados internos, validar elegibilidade, rever prioridades comerciais, estimar impacto financeiro, envolver liderancas criticas ou preparar um diagnostico externo. O importante e que a leitura termine num passo concreto, nao apenas numa opiniao.
Quando envolver apoio externo
Ha momentos em que a empresa consegue agir internamente. Ha outros em que a neutralidade externa acelera a decisao. Isso acontece quando ha varias prioridades concorrentes, quando a informacao de gestao esta dispersa, quando a oportunidade envolve financiamento publico, quando existe impacto em equipas ou quando a decisao exige alinhar estrategia, operacao e numeros.
Nesses casos, um diagnostico independente ajuda a transformar ruido em criterios. O objetivo nao e substituir a decisao da administracao, mas dar-lhe melhor informacao: que opcoes existem, quais sao realistas, que sequencia reduz risco e que indicadores devem acompanhar a execucao.
Este e tambem o ponto onde conteudo, SEO e utilidade empresarial se encontram. Uma pagina forte nao deve apenas atrair trafego; deve ajudar o leitor certo a reconhecer o problema, formular melhores perguntas e perceber que tipo de apoio pode fazer sentido.
Para a Macro Consulting, esta e a diferenca entre informacao e decisao. Informacao descreve o que aconteceu. Decisao traduz esse sinal em prioridades, recursos, calendario, indicadores e responsabilidades. E nessa passagem que muitos projetos ganham ou perdem qualidade.
Por isso, uma boa leitura executiva deve terminar sempre com proprietario, prazo e proximo passo. Sem estes tres elementos, mesmo um tema relevante fica preso na agenda e raramente chega a execucao.
O resultado esperado e simples: menos ruido, mais foco e uma decisao que a equipa consiga explicar, executar e medir.
Quando esta rotina existe, o tema deixa de ser apenas conteudo publicado e passa a alimentar melhor planeamento de gestao.
Implicacoes para decisores
- Prioridade estrategica: o tema esta ligado a crescimento, margem, produtividade, financiamento ou capacidade de execucao?
- Capacidade interna: a equipa tem tempo, dados e responsabilidades claras para transformar a oportunidade em plano?
- Impacto financeiro: existe uma estimativa prudente de investimento, retorno esperado, riscos e necessidades de tesouraria?
- Governance: quem decide, quem executa e com que cadencia se acompanha progresso?
- Evidencia: que documentos, indicadores ou fontes externas sustentam a decisao?
Perguntas de diagnostico
Antes de agir, a administracao deve responder a perguntas simples: esta iniciativa reforca a proposta de valor? Melhora a eficiencia operacional ou apenas acrescenta complexidade? A empresa consegue medir resultados de forma objetiva? O risco de nao agir e superior ao risco de executar agora? Que aprendizagem fica mesmo que o contexto externo mude?
Esta disciplina torna o conteudo mais util para leitores humanos e tambem para motores de resposta baseados em IA: ha uma tese clara, entidades explicitas, perguntas reutilizaveis e ligacao a fontes e servicos relevantes.
Leituras relacionadas
- licoes do Portugal 2020 para novos incentivos
- eficiencia operacional
- diagnostico financeiro e estrategico
- KPI
- EBITDA
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Fontes
Para enquadramento e validacao adicional, consulte fontes publicas e institucionais relevantes para este tema:
Perguntas que este artigo responde
Qual é a decisão central deste artigo?
coaching empresarial
Para que tipo de empresa este tema é mais relevante?
CEOs, CFOs, COOs, administradores e decisores de PMEs em Portugal
Que próximo passo faz sentido depois da leitura?
Se o tema estiver ativo na empresa, o passo mais útil é diagnosticar comportamentos, rituais de liderança e capacidade real de execução.