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Mercado Digital: Análise do setor (MacroReports)

O Mercado digital são todos os processos de compra, venda e troca que ocorrem em algum momento através da internet.

Macro Consulting 08 de novembro de 2022 7 min de leitura
Revisto pela equipa editorial Macro Consulting Conteúdo enquadrado pela metodologia Macro e atualizado quando há alterações relevantes de mercado, lei ou tecnologia. Política editorial
Mercado Digital: Análise do setor (MacroReports)

O Mercado digital são todos os processos de compra, venda e troca que ocorrem em algum momento através da internet. Apesar de ser relativamente novo, este segmento conta com grandes empresas que atuam profissionalmente para garantir um atendimento de qualidade aos seus clientes e usuários.

EMPRESAS PORTUGUESAS COM PRESENÇA NO DIGITAL EM % DO TOTAL DE EMPRESAS

Microempresas

Fontes/Entidades: INE, PORDATA

Segundo dados do PORDATA, em 2021, das empresas portuguesas com menos de 10 colaboradores apenas 29% apresentou presença no digital. Esta baixa percentagem de falta de presença online pode ser explicada pela inexistência de uma pessoa/estrutura exclusivamente responsável por este tipo de trabalho.

Apesar de uma tendência ascendente ao longo dos anos, a presença digital dessas empresas diminuiu em 2018 a 2021. Neste último, pode estar relacionado ao facto de muitas empresas terem abandonado os regimes de trabalho remoto, retornando para o trabalho presencial.

Pequenas Empresas

Fontes/Entidades: INE, PORDATA

Nas empresas entre 10 e 49 colaboradores nos seus quadros, a percentagem registada é muito superior, quase o dobro da anteriormente referida (cerca de 58%).

Nas pequenas empresas, as percentagens têm sofrido mais oscilações ao longo dos anos, tendo sido registado as principais quebras principalmente nos anos 2014 e 2019. Por outro lado, a proporção deste tipo de empresas que apresentou presença digital registou o seu ponto alto nos anos 2016 e 2017, nomeadamente com 61%. Nos últimos dois anos a tendência tem sido de subida e prevê-se que assim continue.

Médias Empresas

Fontes/Entidades: INE, PORDATA

Relativamente às médias empresas (entre 50 e 249 colaboradores), a presença digital é muito mais comum, sendo que cerca de 78% das organizações desta dimensão têm uma presença online adequada.

Apesar de se terem registado algumas oscilações no período de 2012 a 2017 (intervalo de tempo onde atingiu o seu ponto mais alto – 86,4%), os níveis de presença na internet têm sido muito constantes. No ano de 2021 registou-se uma percentagem de 77,6%, inferior às dos anos anteriores. Apesar da constante diminuição de presença digital das pequenas empresas ao longo dos últimos quatro anos, prevê-se que esta possa aumentar num futuro próximo.

Grandes Empresas

Fontes/Entidades: INE, PORDATA

Em relação às empresas com mais de 250 colaboradores nos seus quadros, a presença online é mais elevada comparativamente aos outros três tipos de entidades analisadas, cifrando-se nos 94%.

O gráfico acima demonstra que, a partir de 2009, a proporção de grandes empresas com presença digital revelou-se muito constante.

Assim, com base nas análises realizadas é seguro afirmar que quanto maior é a dimensão das organizações, maior é a percentagem de empresas com presença online assídua, o que pode ser justificado pela existência de uma maior quantidade de departamentos com maior especialização em cada área, como por exemplo, a do marketing e comunicação.

EMPRESAS COM 10 E MAIS PESSOAS AO SERVIÇO COM WEBSITE / HOMEPAGE EM % DO TOTAL

Fontes/Entidades: Eurostat | Institutos Nacionais de Estatística | Ministérios, PORDATA

A percentagem de pequenas, médias e grandes empresas portuguesas com presença no digital registou um grande aumento entre 2003 (25%) e 2021 (62%). Esta evolução – de mais do dobro da percentagem – é um sinal positivo e elucidativo dos tempos modernos.

No entanto, comparando com a média dos países da União Europeia, Portugal situa-se bastante aquém, tendo em conta que apresenta um valor de menos 16% face à comunidade.

2020

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, no ano de 2020, mais de 1/5 das empresas portuguesas deram início ou capitalizaram a sua presença online. Explicitamente, aproximadamente 21% das empresas ultimaram esforços para vender bens e/ou serviços via internet.

No mesmo ano, a diminuição dos serviços de alojamento e transporte e pela redução de transações entre empresas causadas pela crise pandémica, teve efeitos nos valores relativos a vendas de bens e serviços via internet, visto que apenas 17,0% do total do volume de negócios foi representado pelo comércio eletrónico.

2021

Já no ano de 2021, 62% das empresas referem ter website (como acima referido), uma subida de 0,5% face ao ano anterior.

Relativamente aos meios de comunicação digital e redes sociais, a percentagem de empresas utilizadoras destas plataformas foram, 59% e 98%, respetivamente.

A percentagem de utilizadores do comércio eletrónico aumentou face ao ano anterior, nomeadamente, em 5,2%. Esta percentagem foi principalmente causada pelas compras realizadas por indivíduos do sexo feminino (isto é, mulheres despenderam mais 9% em compras online comparativamente ao ano anterior), observando-se assim uma percentagem significativamente superior (em 6%) relativamente aos elementos do sexo masculino.

O tipo de consumo com maior preponderância no comércio eletrónico registou-se na compra de artigos de moda (roupa, calçado, etc.), bens alimentares (refeições takeaway, entrega ao domicílio, etc.) e subscrição de serviços de streaming (filmes, séries, desporto, etc.).

Relativamente à população com idades compreendidas entre os 16 e os 74 anos, a percentagem de utilizadores de internet fixou-se nos 82%, continuando a evolução crescente registada nos anos anteriores.

Os principais motivos de utilização de plataformas online são imensos, porém, as principais razões foram, principalmente (e por ordem decrescente de percentagens) para plataformas de comunicação (WhatsApp, Messenger, entre outros), correio eletrónico, pesquisas sobre produtos ou serviços, websites de notícias, etc. Numa perspetiva da evolução do número de inscritos em cursos de ensino online, registou-se um crescimento de 6,5% face em 2020.

Por outro lado, a percentagem de pessoas em regime de teletrabalho caiu para 20,1%, uma diferença de 11% para os 31,1% registados em 2020. Estes números podem ser facilmente explicados pois apesar de muitas empresas terem adotado regimes de teletrabalho / híbridos a partir de 2021, não foi suficiente face à percentagem de empregadores que preferiram, gradualmente, regressar a um contexto diário das rotinas pré-pandemia COVID-19, isto é, trabalho maioritariamente de forma presencial.

Fontes:

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Fontes

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