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Indústria da Aviação: Análise do setor (MacroReports)

Para evitar a propagação da pandemia de COVID-19, países de todo o mundo implementaram várias medidas restritivas desde o início de 2020.

Macro Consulting 18 de outubro de 2022 7 min de leitura
Indústria da Aviação: Análise do setor (MacroReports)

Para evitar a propagação da pandemia de COVID-19, países de todo o mundo implementaram várias medidas restritivas desde o início de 2020. O setor de transporte aéreo foi severamente atingido. Neste âmbito, torna-se crucial entender a situação atual neste setor, de modo a conhecer a forma como este segmento influenciou a economia portuguesa.

Indústria da Aviação a nível Europeu

Em 2020, o número total de passageiros que viajaram de avião na UE foi de 277 milhões, uma diminuição significativa de 73,3% em relação a 2019. Todos os Estados-Membros registaram elevadas quedas em 2020 em comparação com 2019, sendo esta situação justificada pela pandemia COVID-19 que levou a uma paragem deste setor.

Após uma análise do setor da aviação a nível europeu, foi possível chegar a 3 principais conclusões:

  1. A queda mais elevada foi observada na Eslovénia (-83,3%), seguida pela Eslováquia (-82,4%) e Croácia (-81,9%).
  2. Entre os restantes Estados-Membros da UE, 20 registaram um declínio de 70 % ou mais no mesmo período.
  3. Os restantes quatro Estados-Membros registaram quebras superiores a 65 %; o decréscimo mais baixo observado para o Luxemburgo (-67,3%).

Esta situação está descrita na figura que segue:

Leitura executiva

Este artigo deve ser usado como ferramenta de decisão executiva. O tema setor da aviação só cria valor quando entra na agenda da gestão: prioridade clara, owner, dados, ritmo e consequência.

  • Na aviação, pressão de custos, regulação e experiência do cliente exigem gestão disciplinada.
  • A análise setorial deve traduzir tendências em riscos, oportunidades e prioridades de investimento.
  • Empresas expostas ao setor precisam de monitorizar procura, capacidade, compliance e produtividade.

Matriz de decisão para a equipa de gestão

CritérioPergunta executivaSinal de prioridade
ValorO tema melhora margem, produtividade, risco, cliente ou retenção?Impacto observável em 90 dias
ProntidãoExistem dados, processo e responsável para executar?Owner nomeado e cadência definida
EscalaA iniciativa pode crescer sem criar complexidade excessiva?Processo replicável e governance simples

Plano prático 30/60/90 dias

  • Dias 1-30: diagnosticar situação atual, escolher prioridade e definir indicador de sucesso.
  • Dias 31-60: executar piloto pequeno, com owner, dados e revisão semanal.
  • Dias 61-90: medir resultado, corrigir desenho e decidir escalar, pausar ou redesenhar.

Como decidir o próximo passo

Antes de avançar, responda a três perguntas:

  • Que fator externo mais afeta margem ou operação?
  • Que indicador antecipa pressão de capacidade?
  • Que investimento melhora resiliência operacional?

Leitura relacionada: tendências da aviação e eficiência operacional.

Se as respostas ainda estiverem pouco claras, comece por Diagnóstico gratuito. Se já existe prioridade executiva, veja como a Macro Consulting apoia em Transportes e Logística.

Fontes

Eurostat

O transporte total de passageiros de/para extra-UE

O transporte extracomunitário representou 44,6% do total do transporte aéreo de passageiros em 2020. Foi a principal origem/destino à frente do transporte intracomunitário (33,3%) e do transporte doméstico (22,0%). Em comparação com o ano transato, a quota de transporte extra-UE e intra-UE perdeu 5,5 e 1,0 pontos percentuais em 2020, em benefício do transporte nacional.

Todos os Estados-Membros registaram quebras visíveis no transporte de passageiros extra-UE e intra-UE. No entanto, foram registadas três exceções: a Lituânia, que contava com 1 229 passageiros em 2020, enquanto havia apenas 15 em 2019; Hungria (672 passageiros em 2020 e 272 em 2019) e Holanda (4 988 passageiros em 2020 e 1 527 em 2019).

Fonte: Eurostat

A Europa exceto UE foi a principal origem/destino dos passageiros que viajaram de avião em 2020, com 60,4% do total do transporte extra-UE. A menor participação foi observada para a Oceania e regiões polares do Sul (0,1%).

No geral, pode-se afirmar que transporte com todas as áreas do mundo diminuiu substancialmente. Em termos relativos, a maior queda foi observada para o transporte com a América do Norte (-82,9%) enquanto a menor queda foi registada para o transporte com a Oceania e regiões polares do Sul (-39,0%).

O transporte aéreo de carga e correio na UE

O transporte aéreo de carga e correio também foi impactado pelas restrições relacionadas à pandemia de COVID-19, embora em muito menor grau do que o transporte aéreo de passageiros. Este foi reduzido em 9,7 % em 2020 em comparação com o ano transato. Os transportes domésticos e extracomunitários foram os mais impactados, com decréscimos de 14,3% e 10,9%, respetivamente. Em comparação, o transporte internacional intracomunitário caiu apenas 1,6%.

A evolução do transporte aéreo de mercadorias e correio entre 2019 e 2020 varia significativamente a nível de país. Mesmo que tenha diminuído na maioria dos Estados-Membros, registou-se um aumento em cinco Estados-Membros: Eslováquia (+20,7%), Lituânia (+15,2%), Bélgica (+13,4%), Malta (+10,1%) e Luxemburgo (+6,1%). Em contraste, a queda mais elevada foi registada pela Finlândia (-34,9%), seguida de Portugal (-31,5%) e da Grécia (-30,8%). Entre os restantes Estados-Membros da UE, nove registaram um declínio superior a 20 % no mesmo período. Cinco outros Estados-Membros registaram descidas entre 10 % e 20 %.

Fonte: Eurostat

O número de voos de carga e correio aumentou em 12 aeroportos dos 14 para os quais se registou uma diminuição das toneladas carregadas e descarregadas nos aeroportos entre 2019 e 2020.

Esta situação explica-se sobretudo pelo facto de voos de passageiros sem qualquer passageiro, mas transporte de carga e correio foram considerados voos de carga e correio. Como muitos voos de passageiros sem passageiros ocorreram em 2020 por causa da pandemia de COVID-19, isso explica em parte os grandes aumentos observados no número de voos de carga e correio. Outra explicação pode ser um aumento no número de voos de carga e correio em relação ao transporte de mercadorias relacionadas ao COVID-19, como máscaras.

Indústria da Aviação a nível Nacional

Só entre janeiro e outubro de 2020, segundo o INE, aterraram nos aeroportos nacionais 87,4 mil aeronaves em voos comerciais (-55,5% face ao mesmo período homólogo) e foram movimentados 16,7 milhões de passageiros (-68,0%).

O aeroporto de Lisboa movimentou 50,3% do total de passageiros (8,4 milhões) e registou um decréscimo de 68,5%. Considerando os três aeroportos com maior tráfego de passageiros, o aeroporto do Faro foi o que evidenciou maior decréscimo do número de passageiros movimentados entre janeiro e outubro de 2020 (-75,2%).

Em 2020, o volume de negócios obtido neste setor foi bastante mais baixo comparando com os anos transatos, tal como se pode observar na figura abaixo retirada da plataforma Pordata:

Fonte: Pordata

No entanto, após estes momentos de crise, projetou-se que para os anos de 2021 e 2022 a recuperação neste setor fosse substancial, tendo-se verificado na prática.

O número de passageiros nos aeroportos portugueses aumentou 269,1% entre janeiro e julho de 2022, quando comparado com o mesmo período de 2021, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

Foi do Reino Unido que chegaram mais pessoas, e foi também para este país que mais voos partiram, sendo também no aeroporto de Lisboa que se registou a maior movimentação (49,3% de um total de 15,1 milhões de passageiros). Em segundo lugar na lista de países de origem e de destino dos voos com passageiros nos aeroportos nacionais surge França e em terceiro Espanha. Tal como é perceptível na figura que se segue, pode-se averiguar que todos os aeroportos mostraram um aumento significativo nos dois últimos anos em todos os aeroportos nacionais.

Já em julho deste ano, movimentaram-se 6,2 milhões de passageiros e 19,8 mil toneladas de carga e correio nos aeroportos nacionais. Dados que correspondem a um aumento de 122,5% e 20%, respetivamente, face ao período homólogo. Já quando comparado com julho de 2019, antes do início da pandemia de covid-19, o movimento de passageiros diminuiu 1,5% e o movimento de carga e correio aumentou 7,6%, destaca o INE.

Fontes consultadas:

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Como decidir o próximo passo

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  • Clarifique o impacto esperado em margem, caixa, produtividade ou risco.
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